segunda-feira, 26 de março de 2018

INCLUSÃO DIGITAL EM COMUNIDADES CARENTES

Será que os dispositivos móveis e as redes de internet de alta velocidade já são uma realidade na vida dos menos favorecidos? Como essas novas tecnologias de informação e comunicação são utilizadas para aprimorar a qualidade de vida da população?


Foi em 2011 que a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou publicamente que o acesso à internet deve ser enxergado como um direito humano. De acordo com ela, a rede mundial de computadores “permite que indivíduos busquem, encontrem e compartilhem informações de todos os tipos, de uma forma instantânea e barata”, além de “impulsionar o desenvolvimento econômico, social e político das nações, contribuindo para o progresso da humanidade como um todo”.

Hoje em dia, todo mundo sabe que a web é uma poderosa ferramenta para exercer a democracia e garantir seus direitos como cidadão. Redes sociais e outras plataformas digitais vêm sendo usadas há tempos para dar voz àqueles que nunca puderam falar, disseminar culturas alternativas, tornar a educação mais acessível e servir como ponto de encontro para discussões construtivas. A internet também se provou o melhor meio de expressar suas ideias e opiniões, e é justamente por isso que ela vem sofrendo tantas tentativas de censura ao longo dos últimos tempos, especialmente em países politicamente conturbados.

Mesmo sendo tão importante para a vida de qualquer pessoa, apenas um dentre três cidadãos ao redor do mundo tem acesso à web. No Brasil, de acordo com um relatório desenvolvido pela própria ONU, 42% da população está desconectada — e somente 11,5% dos brasileiros possuem banda larga. Nosso país ainda sofre com graves deficiências em sua infraestrutura de telecomunicações, e o alto custo dos planos de dados atualmente oferecidos impedem sua contratação por parte dos menos favorecidos.

A situação é simples: por mais que vejamos infinitas novidades tecnológicas surgindo diariamente ao redor do mundo, poucas delas efetivamente chegam na vida de toda a população brasileira. Os dispositivos móveis, por exemplo, só se popularizaram recentemente, com o lançamento de modelos com um melhor custo-benefício e a inauguração de incentivos fiscais como a Lei do Bem. Mesmo assim, as novas tecnologias continuam longe do cotidiano de indivíduos de classe baixa.

O TecMundo foi a campo investigar que projetos estão sendo desenvolvidos para mudar esse cenário e como as comunidades carentes utilizam as novidades tecnológicas para melhorar sua qualidade de vida em áreas como educação, emprego, saúde e comunicação. Para isso, focamos nossos esforços em Heliópolis — considerada a maior favela do estado de São Paulo —, que anda se destacando com programas inovadores e bastante interessantes.

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